Multicompetência
Diferentes competências ampliam a compreensão das necessidades da criança. Cada profissional contribui dentro de sua formação e de suas atribuições.
Olhar ampliado
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Reabilitação que começa pela pessoa
ATIP — Abordagem de Terapia Intensiva Personalizada. Diferentes especialidades, um plano compartilhado e a criança no centro do cuidado.

O ATIP organiza a reabilitação de crianças e adolescentes com alterações do desenvolvimento neuropsicomotor em torno de objetivos individuais, construídos com a família.
Criada pela fisioterapeuta Silvana Batista Ferreira, a abordagem reúne avaliação, planejamento e intervenções de diferentes áreas em um processo coordenado. A equipe compartilha informações e acompanha o que muda na vida da criança.
O ponto de partida é compreender capacidades, dificuldades, interesses e contexto familiar. A partir dessa escuta, são definidos os recursos, a intensidade e as metas do atendimento, com revisões ao longo do percurso.
Nos materiais institucionais, também denominada “Abordagem Terapêutica Intensiva Personalizada — ATIP I.C.O”.
Participar da vida, da família, da escola e da comunidade.
Conectar os saberes da equipe à experiência de quem cuida.
Criar condições para explorar habilidades e possibilidades.
Cada pilar orienta uma decisão prática: quem participa, como a equipe se organiza, o que trabalhar e como acompanhar.
Diferentes competências ampliam a compreensão das necessidades da criança. Cada profissional contribui dentro de sua formação e de suas atribuições.
Olhar ampliadoOs profissionais compartilham avaliações e discutem o caso. As intervenções se conectam por objetivos comuns, em vez de constituírem ações isoladas.
Construção conjuntaO plano considera habilidades, contexto, prioridades da família e tolerância da criança. As escolhas são revistas conforme suas necessidades.
SingularidadeTempo e frequência são organizados para oferecer oportunidades de prática. A intensidade deve ser individualizada, com pausas e respeito às condições clínicas.
Prática com propósitoA literatura orienta a seleção e a revisão das intervenções. A qualidade da evidência é considerada para cada técnica, objetivo e população atendida.
Decisões fundamentadasPilares apresentados no material institucional ATIP. Conheça o alcance das referências na seção Fundamentos e evidências.
A proposta é voltada a crianças e adolescentes com necessidades de reabilitação relacionadas ao desenvolvimento motor, cognitivo, sensorial ou à comunicação.
Os materiais da Rede incluem paralisia cerebral, síndrome de Down, atrofia muscular espinhal (AME), transtorno do espectro autista (TEA), repercussões da prematuridade, lesões neurológicas e outras condições do neurodesenvolvimento.
Ter um diagnóstico não determina automaticamente a indicação do ATIP. A avaliação individual define a pertinência, as metas, os profissionais e a intensidade do acompanhamento.
Acervo CGRN — ver publicação original, nova abaBrincar. Comunicar.
Mover-se. Participar.
Da primeira escuta à devolutiva, cada etapa ajuda a transformar necessidades em objetivos e objetivos em um plano de cuidado.
Faixa descrita no documento institucional de 2024 para intervenções intensivas. A carga real depende da avaliação, da indicação e da tolerância de cada criança.
“Intensiva” se refere à organização da reabilitação. Não significa internação em UTI nem uma carga fixa para todas as crianças.
A história de saúde e desenvolvimento se encontra com as prioridades da família. A equipe seleciona instrumentos de avaliação adequados à idade, às habilidades e às perguntas clínicas.
Ponto de partida: necessidades, contexto e objetivos desejados.
As áreas envolvidas avaliam função motora, atividades diárias, comunicação, alimentação, aspectos sensoriais, cognitivos e emocionais, conforme a necessidade do caso.
Registro inicial: capacidades e dificuldades a serem acompanhadas.
A equipe compartilha achados e integra perspectivas. As prioridades são discutidas com a família para construir uma direção comum de atendimento.
Alinhamento: o que é prioritário e como as áreas podem cooperar.
São estabelecidas metas específicas e mensuráveis, intervenções, profissionais envolvidos, frequência e critérios de acompanhamento. O plano considera a rotina e as condições clínicas da criança.
Plano: objetivos, estratégias e forma de avaliar a evolução.
O plano é aplicado de forma coordenada, com atividades ajustadas às necessidades e à tolerância da criança. Pais e cuidadores recebem orientações para favorecer a participação no cotidiano.
Prática: experiências terapêuticas vinculadas às metas individuais.
Marcos, respostas às intervenções e dificuldades são documentados. Os registros ajudam a comunicar o percurso e a decidir o que precisa ser mantido ou adaptado.
Acompanhamento: registros clínicos relacionados aos objetivos.
A equipe compara o desempenho ao registro inicial e às metas propostas, com instrumentos apropriados. A frequência e as estratégias são revistas quando necessário.
Revisão: o que mudou e o que precisa ser ajustado.
Os achados são compartilhados com a família em linguagem compreensível. Conquistas, dificuldades e prioridades orientam as próximas decisões e a atualização do plano.
Continuidade: família e equipe com uma compreensão compartilhada.
A composição da equipe depende das necessidades da criança e dos serviços disponíveis em cada unidade. Nem todas as áreas são necessárias em todos os planos.

Equipe CGRN no encontro PC em Evidência. Ver publicação original (nova aba)
Avaliação e intervenção voltadas à mobilidade, função motora, equilíbrio, controle postural e participação nas atividades.
Habilidades para brincar e realizar atividades diárias, incluindo aspectos motores finos, sensoriais e de autonomia.
Comunicação, linguagem e funções relacionadas à alimentação e à deglutição, conforme avaliação específica.
Aspectos emocionais, comportamentais, cognitivos e de aprendizagem. O plano pode incluir orientação e apoio à família.
Recursos que articulam movimento, expressão, interação e experiências terapêuticas, de acordo com os objetivos individuais e a atuação de profissionais qualificados.
Avaliação do estado nutricional, das necessidades alimentares e da rotina da criança, em diálogo com as demais áreas envolvidas.
Os documentos mencionam treino de força, terapia aquática, Conceito Bobath, PediaSuit, Cuevas Medek, Modelo Denver, ABA, integração sensorial, comunicação alternativa (como PECS), PROMPT, reequilíbrio toracoabdominal, psicomotricidade, musicoterapia e neuromodulação.
Essa relação descreve o repertório dos materiais institucionais. Não significa que todas as técnicas integrem cada plano, que tenham o mesmo nível de evidência ou que sejam indicadas para qualquer condição. A seleção exige análise clínica, habilitação profissional e avaliação das evidências e da segurança para cada caso.
Instrumentos e recursos complementares ajudam a documentar aspectos do movimento e da função. A interpretação permanece ligada à avaliação profissional.
O material institucional cita medidas e classificações como GMFM, GMFCS, MACS, CFCS e EDACS, além de avaliações específicas de cada área.
Medir evolução e classificar função são finalidades diferentes. A escolha do instrumento deve corresponder à pergunta clínica.
Sensores inerciais e softwares são apresentados como recursos para registrar parâmetros do movimento, da marcha, da amplitude e do equilíbrio.
Dados objetivos complementam a observação e podem apoiar comparações ao longo do acompanhamento.
Os documentos descrevem termografia infravermelha e monitoramento de parâmetros fisiológicos, incluindo saturação de oxigênio durante o sono.
São recursos complementares quando indicados. Uma imagem térmica ou um registro isolado não estabelece diagnóstico nem substitui a investigação clínica.
Recursos descritos nos anexos fornecidos. Indicação, disponibilidade e configuração devem ser confirmadas com a unidade responsável pelo atendimento.
Silvana Batista Ferreira · Silvana VasconcelosO ATIP foi criado pela fisioterapeuta Silvana Batista Ferreira, conhecida profissionalmente como Silvana Vasconcelos, fundadora da Rede Silvana Vasconcelos de Reabilitação.
Graduada em Fisioterapia pela PUC Goiás em 2004, Silvana construiu sua trajetória na reabilitação neurofuncional pediátrica. Sua biografia pública relata sete anos de experiência nos Estados Unidos e atuação em diferentes contextos de atendimento infantil.
A proposta do ATIP reúne essa experiência em uma organização do cuidado centrada na criança, na cooperação entre profissionais e na participação familiar.
Leia a história contada por Silvana (abre em nova aba)A literatura ajuda a fundamentar decisões. Conhecer o que foi estudado, em quem e com quais resultados é parte de uma leitura responsável.
Os documentos do ATIP relacionam estudos sobre componentes da reabilitação: prática intensiva, metas funcionais, intervenções específicas e trabalho entre especialidades. Esses estudos não são, por si só, ensaios de validação do ATIP como método completo.
Os efeitos e a qualidade da evidência variam entre intervenções e condições clínicas. Os materiais fornecidos não apresentam um ensaio clínico específico que demonstre a superioridade do conjunto ATIP em relação a outras formas de cuidado.
Jackman e colaboradores apresentam recomendações para a função física de crianças e jovens com paralisia cerebral, incluindo objetivos escolhidos com a pessoa e prática das tarefas relevantes.
Interventions to improve physical function for children and young people with cerebral palsy: international clinical practice guideline. DOI: 10.1111/dmcn.15055.Novak e colaboradores organizam a evidência para prevenção e tratamento da paralisia cerebral. O trabalho destaca que diferentes intervenções têm diferentes níveis de apoio científico.
State of the Evidence Traffic Lights 2019. Current Neurology and Neuroscience Reports, 20(2):3. DOI: 10.1007/s11910-020-1022-z.Bleyenheuft e colaboradores estudaram o HABIT-ILE em 24 crianças com paralisia cerebral unilateral espástica. Os resultados são específicos dessa intervenção e dessa população; o protocolo estudado não é o ATIP.
Hand and Arm Bimanual Intensive Therapy Including Lower Extremity (HABIT-ILE). DOI: 10.1177/1545968314562109.Um estudo de HABIT-ILE em crianças pequenas com paralisia cerebral unilateral avaliou função motora e atividades diárias. É uma referência adicional sobre prática intensiva, sem equivaler à avaliação do ATIP.
Changes Induced by Early Hand-Arm Bimanual Intensive Therapy Including Lower Extremities in Young Children With Unilateral Cerebral Palsy.Seleção de referências para consulta; não constitui revisão sistemática de toda a literatura. Resultados de estudos não garantem resultados individuais.
O nome da abordagem identifica a organização do cuidado. A análise de cada atendimento depende de informações clínicas e assistenciais específicas.
Para compreender uma solicitação de ATIP, é importante considerar os objetivos funcionais, os procedimentos propostos, os profissionais envolvidos, a carga terapêutica e os critérios de reavaliação.
Esta página apresenta a abordagem e suas fontes. Não substitui avaliação individual, relatório clínico ou decisão de cobertura, nem afirma credenciamento ou aprovação por operadoras ou órgãos reguladores.
Consulte os materiais da Rede que fundamentam a descrição desta página e os estudos científicos vinculados acima.
Os arquivos reproduzem os materiais institucionais fornecidos. O documento de fundamentação contém observações editoriais e deve ser lido como material institucional, não como artigo científico publicado. As afirmações dos documentos devem ser avaliadas à luz das fontes e de suas limitações.
Respostas diretas para famílias, profissionais e operadoras.
O ATIP é apresentado pela Rede como uma abordagem de organização da reabilitação: avaliação, plano personalizado, integração de profissionais, intervenção intensiva e acompanhamento. Pode reunir diferentes técnicas conforme as necessidades da criança. Não é sinônimo de PediaSuit, Bobath ou de qualquer outra técnica isolada.
Inclusão, Cooperação e Oportunidade. Os termos expressam a atenção à participação da criança, à construção conjunta do cuidado e às possibilidades de desenvolvimento.
Uma equipe multidisciplinar reúne profissionais de várias áreas. O trabalho interdisciplinar acrescenta troca de informações, discussão do caso e objetivos compartilhados. O ATIP propõe organizar o atendimento dessa forma integrada.
Não. Essa faixa consta no documento institucional, mas não deve ser entendida como prescrição universal. Frequência, tempo de sessão, pausas e duração do acompanhamento dependem da avaliação clínica, dos objetivos, da tolerância e da rotina da criança.
Por registros das sessões, observação de atividades, instrumentos adequados ao caso e reavaliações relacionadas às metas iniciais. A devolutiva ajuda família e equipe a compreender o percurso e decidir ajustes. Uma classificação funcional não é, por si só, uma medida de melhora.
Não. Respostas à reabilitação variam conforme condição clínica, contexto e intervenção. As metas são individuais e podem incluir aquisição de habilidades, participação, conforto ou manutenção de capacidades, sem promessa de cura ou de um resultado igual para todas as crianças.
As referências apresentadas estudam componentes e intervenções específicas. Seus resultados não validam automaticamente toda a combinação denominada ATIP. Consulte a seção de fundamentos para identificar o alcance de cada estudo e distinguir documentação institucional de pesquisa publicada.
Esta página não determina cobertura nem confirma convênios. Solicite à unidade as informações do atendimento e consulte sua operadora sobre a documentação e a análise aplicável ao seu caso.
Entre em contato com a unidade para orientação sobre avaliação, disponibilidade e documentos. Relatórios anteriores e informações sobre desenvolvimento e rotina podem contribuir para a conversa inicial; a unidade informa o que é necessário em cada situação.
Famílias, profissionais e operadoras podem entrar em contato para conhecer a abordagem, consultar uma unidade ou solicitar informações institucionais.
WhatsApp institucional: (62) 98471-3253 (nova aba)
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Resumo institucional ATIP — Abordagem de Terapia Intensiva Personalizada. Conteúdo informativo. Para análise individual, solicite o plano assistencial e os documentos do paciente à equipe responsável, em canal apropriado.